Dr. Rafael Shamá

Sobre

Minha trajetória

Um bom médico é também um bom matemático: calcula probabilidades a todo o tempo. Ao observar monitores, exames, bombas, infusões, é preciso ver, ao mesmo tempo, as pessoas e os números. Deste modo, posso traçar um plano, definir uma estratégia: tomar a melhor decisão possível diante de cada caso.

Através das lentes duplas próprias à profissão que escolhi, observo minha trajetória: vejo histórias e pessoas. Ao mesmo tempo, vejo os números que me constituem.

Minha trajetória profissional, vista do ângulo de hoje, tem um desenho quase simétrico: 17 anos antes de escolher a medicina. 14 anos desde que a medicina tornou-se minha missão. 6 anos de graduação, 3 anos de residência e mais: dezenas de hospitais, cursos, especializações, debates, vivências.

Somos diferentes: o estudante que adorava jogar basquete, mas precisava de um propósito. O universitário habituado à dedicação. O residente que procurava seu lugar num ambiente desafiador, enquanto estudava. O médico intensivista que segue sonhando em estudar.

Ainda assim, algo, para além do nome, nos coloca em pé de igualdade: nos encontramos, desde sempre, na constante busca pela excelência. Essa busca, contudo, jamais se confundiu com insatisfação: para quem é apaixonado pelo o que faz, o processo tortuoso de crescimento faz parte da missão escolhida.

Cada dia de trabalho é uma pequena marca na régua infinita do meu percurso, direcionado à evolução. Deste ângulo, falhar é parte do processo e impulsiona mudanças profundas: inovação, criatividade e comprometimento com o que há de melhor.

A Medicina, para mim, é missão e propósito. É, ainda, trabalho e rotina. Não foi preciso esperar por nada para fazer a diferença na vida das pessoas, a cada encontro. A cada vez que me detenho na escuta de um caso, prescrevo, diagnostico ou oriento familiares. Desta forma, em movimento, semeio a persistência e a dedicação enquanto colho, com alegria, qualidade técnica e experiência.

Fazer a diferença, ou, como esboçava o menino que decidiu tornar-se médico, ajudar as pessoas, é uma ciência, mas está longe de ser exata. Hoje, com a experiência conquistada, posso ver, com clareza, números e pessoas, técnica e emoção. Aliado a isso, ou justamente por causa disso, tenho a consciência de estar apenas no começo de uma trajetória que, ainda bem, não tem nem o esboço de um fim.